Mais um homem foi diagnosticado com Mpox – anteriormente chamada de monkeypox – em Minas Gerais. O caso confirmado nesta quinta-feira (26) pela Secretaria de Saúde em Formiga, no Centro-Oeste do Estado, torna-se o quinto registrado em solo mineiro.
Três dos casos ocorreram em Belo Horizonte, com registros em 7 e 29 de janeiro e 24 de fevereiro. O quarto diagnóstico foi confirmado em 29 de janeiro, em Contagem, na Região Metropolitana de BH. Todas as confirmações foram em pessoas do sexo masculino, com idade entre 30 e 45 anos. Conforme a SES-MG, todos estão em evolução para a cura.
A Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola humana, doença erradicada globalmente em 1980. Recentemente, pesquisadores identificaram uma nova variante resultante de combinação genética. Casos foram detectados no Reino Unido, em dezembro de 2025, e na Índia, em setembro do mesmo ano. No Brasil, já são 88 casos de Mpox, a maioria em São Paulo, segundo boletim atualizado pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (25).
Sintomas, diagnóstico e tratamento de Mpox
Os principais sinais e sintomas da doença incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
A Mpox é considerada altamente infecciosa e o diagnóstico é realizado por meio da coleta de material das lesões, com identificação do vírus pela técnica de PCR. A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões de pele e fluidos corporais de pssoas infectadas, além de objetos contaminados. Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença e higienizar constantemente as mãos.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada. Não há, até o momento, medicamento específico para a doença.
Vacinação ainda restrita no Brasil
Em relação à prevenção, a vacina utilizada é a mesma originalmente desenvolvida contra a varíola. No Brasil, as doses foram disponibilizadas por meio de doações internacionais, com prioridade para grupos mais vulneráveis, especialmente pessoas imunossuprimidas. Ou seja, não há disponibilidade ampla de imunização nem na rede pública nem na privada.
A estratégia de vacinação prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
FONTE: HOJE EM DIA

