Pais e responsáveis já podem levar os filhos recém-nascidos para realizar o Teste do Pezinho nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 853 municípios de Minas. A triagem neonatal foi ampliada, sendo agora capaz de rastrear precocemente até 64 doenças (inclusive raras, metabólicas, infecciosas, imunológicas e genéticas). Assim, é possível iniciar o tratamento ainda nos primeiros dias de vida, reduzindo o risco de complicações graves.
Atualmente, existem 4.109 pontos de coleta distribuídos entre UBSs, maternidades públicas e unidades de apoio. A estruturação, conforme a Secretaria do Estado de Saúde, permite a realização de cerca de 1,1 mil testes por dia, que são enviados aos laboratórios de referência.
Conforme o Governo de Minas, R$ 64 milhões estão sendo investidos por ano no Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG) para sustentar a ampliação e garantir a qualidade do serviço. Os recursos são aplicados na ampliação do exame, qualificação das equipes, transporte das amostras e acompanhamento das famílias.
Teste do Pezinho
O Teste do Pezinho permite identificar doenças que podem não apresentar sintomas ao nascimento, mas que podem evoluir rapidamente sem intervenção precoce. A coleta é simples e segura, realizada preferencialmente a partir de gotas de sangue do calcanhar do bebê. Em situações específicas, também pode ser feita por punção venosa, no braço ou na mão, sem prejuízo à qualidade do exame.
A referência técnica de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência e Doenças Raras da SES-MG, Verônica Mello, reforça a importância da estratégia. “A triagem neonatal tem papel fundamental na identificação das doenças raras”.
“Com o diagnóstico logo nos primeiros dias de vida, conseguimos iniciar o acompanhamento de forma rápida, o que impacta diretamente na qualidade de vida e no prognóstico dessas crianças”, destaca Verônica Mello.
*Com informações da Agência Minas
FONTE: HOJE EM DIA

