A vacinação contra gripe e pneumonia pode reduzir em até 35% o risco de internação em idosos, segundo estudo realizado em Belo Horizonte. O levantamento reforça a importância da imunização neste período de mudança de estação, quando há aumento da circulação de vírus respiratórios e maior pressão sobre os serviços de saúde.
A pesquisa, publicada na Revista da Associação Médica Brasileira, analisou dados de 12.268 idosos, com média de 79 anos, acompanhados pela clínica Mais60 Saúde, especializada no cuidado com o público idoso na capital. Os resultados mostram que pacientes vacinados contra gripe e pneumonia apresentaram redução significativa no risco de hospitalização por pneumonia em comparação aos não vacinados.
Idosos são os mais vulneráveis
A doença pneumocócica, uma das principais causas de pneumonia, é responsável por grande parte das internações entre idosos e pode evoluir para quadros graves. De acordo com a professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Daniela Castelo Azevedo, a vacinação é essencial para esse público.
“A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção, especialmente para idosos, que naturalmente têm o sistema imunológico mais vulnerável. Reduzir o risco de hospitalização significa preservar a autonomia e a qualidade de vida dessas pessoas”, explica.
Mudança de estação aumenta riscos
Com a chegada de períodos mais frios, cresce a incidência de doenças respiratórias, o que exige atenção redobrada, principalmente entre idosos. Além da vacinação, especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao atendimento de saúde para evitar agravamentos.
“Nesse período, é comum que sintomas inicialmente simples evoluam mais rápido em idosos. Ter acesso a um atendimento precoce e direcionado faz toda a diferença para evitar complicações e internações”, afirma o geriatra Estevão Valle.
Atendimento rápido pode evitar agravamentos
A recomendação é que, diante de sintomas respiratórios, idosos procurem atendimento o quanto antes, evitando a progressão do quadro. Segundo especialistas, ambientes com grande circulação de pessoas, como prontos-socorros, podem aumentar o risco de contaminação, o que reforça a importância de serviços direcionados e com menor tempo de espera.
A reportagem procurou a Prefeitura de Belo Horizonte para obter dados atualizados sobre casos, internações e cobertura vacinal entre idosos, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
FONTE: HOJE EM DIA

