Os pais de um bebê de oito meses, que está desaparecido desde novembro do ano passado, foram presos pela Polícia Civil (PCMG) na noite de terça-feira (2), em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte. A detenção ocorreu após a Justiça acatar o pedido de prisão preventiva respaldado pelo Ministério Público MPMG). Segundo a PCMG, os dois são investigados por abandono de incapaz, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Os suspeitos foram levados para interrogatório e ainda não há informações sobre o paradeiro da criança. A investigação ganhou força depois que familiares procuraram a Polícia Militar (PMMG) e relataram que a mãe havia enviado mensagens afirmando que o filho estava morto, apresentando versões diferentes sobre as circunstâncias do suposto óbito.
Durante diligências realizadas na residência do casal, em Lagoa Santa, os militares encontraram um ambiente em situação precária, com grande quantidade de lixo, garrafas de bebidas alcoólicas e vestígios de uso de drogas. Segundo o boletim de ocorrência, os pais admitiram ser usuários de entorpecentes.
Sobre a criança, os dois apresentaram relatos contraditórios. A mãe afirmou que uma mulher teria matado o bebê em Ipatinga, no Vale do Aço. Posteriormente, ela alegou que a criança teria sido encontrada sem sinais vitais após dormir na mesma cama que os pais, e que a mesma mulher teria levado o corpo.
Já o pai declarou aos policiais que a mãe costumava administrar clonazepam ao filho para fazê-lo dormir e que, em uma ocasião, teria exagerado na dosagem. Segundo o depoimento dele, após encontrarem o bebê sem vida, o corpo teria sido entregue à suposta mulher de Ipatinga, que o descartou em um rio próximo ao local onde estavam hospedados.
As investigações também apontaram que não foram encontrados vestígios da presença recente de uma criança no imóvel, como roupas, brinquedos ou outros objetos infantis. Diante das inconsistências nos depoimentos, da ausência do bebê e da impossibilidade de os pais informarem o paradeiro do filho, a Polícia Civil solicitou a prisão do casal, que agora segue à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.
FONTE: HOJE EM DIA
