A diarista de 30 anos, presa na madrugada desta quinta-feira (2), em um hotel de Itabira, na região Central de Minas, suspeita de matar casal de idosos a facadas em apartamento na região Centro-Sul de Belo Horizonte, alegou “surto psicótico” no momento da ação.
Segundo o delegado Gustavo Barletta, ao confessar o assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, a diarista teria dito que a motivação inicial não era o roubo, mas que decidiu levar os bens ao vê-los no apartamento.
“Em todos os momentos, ela disse que teve um surto psicótico e que nunca fez isso com ninguém. Ela se demonstra, pelo menos aparentemente, muito arrependida e está muito chorosa. Fala que destruiu a sua vida, destruiu a vida das pessoas e não sabe informar por qual motivo fez isso. Ela somente diz que surtou”, disse o delegado para a rádio Itatiaia.
No depoimento formal do auto de prisão em flagrante, contudo, ela optou por permanecer em silêncio. A investigada também negou que o crime tenha ligação com dívidas de jogos de azar.
“Ela assume que pegou todos os objetos que estavam lá disponíveis e que tinha interesse, mas as dívidas que foram ventiladas anteriormente ela alega que já foram pagas. Ela informou que essa nova subtração seria somente para custos pessoais do dia a dia, que não teria mais nenhum tipo de dívida a ser paga”, afirmou o delegado.
A suspeita foi presa na madrugada desta quinta-feira (2) por policiais civis em um hotel de Itabira, onde estava acompanhada do filho de 6 anos.
No dia do crime, câmeras de segurança do edifício registraram a entrada da diarista na manhã do crime e a sua saída horas depois, carregando pertences das vítimas. Segundo a polícia, após desferir 17 facadas no advogado e sete na empresária, ela tomou banho e trocou de roupa no local antes de fugir.
O setor de inteligência da Polícia Civil localizou a diarista na quarta-feira (1º) e monitorou os seus deslocamentos antes de efetuar a prisão. Segundo o delegado. a mulher não ofereceu resistência e afirmou que já esperava a abordagem devido à repercussão do caso na mídia.
A defesa da diarista informou que ela teria problemas psiquiátricos. “É uma mulher que possui um histórico pessoal extremamente conturbado, conforme foi dito pela própria Polícia Civil e também por alguns familiares, é uma pessoa que sempre buscou tratamento médico psiquiátrico, possui diagnóstico sensível relacionada à sua saúde mental”, disse o advogado Bruno Correa Lemos.
Segundo ele, as razões defensivas do caso serão apresentadas no momento processual oportuno.
FONTE: HOJE EM DIA
