Passados mais de três anos após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar o fim da emergência em saúde por conta da pandemia, a Covid-19 ainda faz vítimas em Minas, principalmente junto à população mais vulnerável, como os idosos. Pelo menos 70 mortes associadas ao vírus foram registradas no Estado este ano, com média de 40 casos da doença por dia.

Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Até julho deste ano, foram confirmados 8.781 casos de síndrome gripal por Covid. Em Belo Horizonte, sete pessoas morreram até agosto. Seis tinham mais de 60 anos. Não há informações se os mortos estavam vacinados.

Apesar da circulação do vírus, o terror trazido pela pandemia acabou. A SES-MG afirma que os dados disponíveis não apontam crescimento sustentado e generalizado da doença. O Estado mantém o acompanhamento de casos, internações, mortes e circulação do vírus.

Para o infectologista Estêvão Urbano, que integrou o Comitê de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19 em Belo Horizonte, a tendência é a de que a doença permaneça presente, com períodos de maior e menor circulação.

“A quantidade de casos no Estado é normal e continuará. O que nós não podemos ter é uma explosão de casos novamente, em especial casos que levem a internação. Já era esperado que esse vírus saísse de uma forma pandêmica para uma forma endêmica, como acontece com o vírus da gripe”, detalha.

Médicos reforçam importância da vacinação contra a Covid

A imunização contra a Covid segue no Calendário Nacional de Vacinação. Atualmente, a dose de rotina contempla crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Também há recomendações para grupos especiais, como pessoas com comorbidades.

Em Minas, 1,37 milhão de doses foram aplicadas entre 2025 e 2026. Em Belo Horizonte, aproximadamente 151 mil doses foram aplicadas até agosto.

Para o infectologista Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da UFMG, e que também integrou o Comitê de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19 na capital mineira, a vacinação continua sendo especialmente importante para quem tem maior risco de desenvolver complicações.

“Quem está inserido no público geral e nunca tomou a vacina deve fazer o esquema vacinal, mas não precisa ficar atualizando a vacina. Quem precisa continuar se vacinando são os grupos de risco”, conta.

Segundo ele, idosos, pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidos, gestantes e crianças precisam de maior atenção.

Sintomas podem ser confundidos com gripe

Os sintomas da Covid podem ser semelhantes aos de outras infecções respiratórias. Febre, dor no corpo, tosse e dor de garganta estão entre os sinais. Também pode ocorrer falta de ar, dor de cabeça e cansaço ou fadiga.

A orientação para quem apresenta sintomas é evitar aglomerações durante o período de transmissão e usar máscara caso precise estar em locais com outras pessoas. A SES-MG também recomenda testagem diante de sintomas respiratórios e afastamento durante o período de transmissão.

FONTE: HOJE EM DIA