A diarista de 30 anos, presa suspeita de matar um casal de idosos a facadas, teve dificuldades para narrar à polícia os fatos ocorridos em um apartamento do bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Pelo menos é o que disse a defesa da mulher, que foi levada pela Polícia Civil ao edifício nesta quarta-feira (8) para a reconstituição do crime.
Segundo o advogado Bruno Correa Lemos, em alguns momentos foi necessário interromper o procedimento para que ela se recuperasse emocionalmente e tentasse recordar os acontecimentos.
“Em diversos momentos nós tivemos que pausar a reprodução para ela se recuperar, recordar do que aconteceu e, em diversos momentos, houve confusão. Ela não conseguiu explicar de forma clara, inequívoca, o que aconteceu dentro do apartamento”, destacou o defensor.
Bruno informou ainda que protocolou um pedido para que a Polícia Civil instaure um incidente de insanidade mental da suspeita, com base no Código de Processo Penal. Disse também que a solicitação considera o histórico de atendimentos em serviços de saúde mental, além de relatos de familiares e documentos médicos.
A defesa afirmou que pretende questionar eventuais qualificadoras que possam ser apresentadas pelo Ministério Público na denúncia e ressaltou que a estratégia utilizada será baseada nas provas produzidas durante a investigação e na reconstituição realizada nesta quarta.
Relembre o crime
Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira, de 76, foram mortos com mais de 40 facadas. As investigações indicam que o crime aconteceu na tarde do dia 29 de julho, uma segunda-feira. A suspeita do crime foi presa dois dias depois em um hotel em Itabira, na região Central.
A perícia da Polícia Civil constatou a presença de calmantes e sedativos nas amostras de sangue do casal de idosos. A investigação, que apura o crime de latrocínios, aponta que a suspeita, que trabalhava como diarista para o casal, diluiu os comprimidos em copos de suco servidos às vítimas antes de esfaqueá-las.
Segundo a perícia inicial, após ingerirem o suco, os idosos começaram a passar mal e a perder os sentidos, momento em que foram iniciados os ataques com uma faca da própria residência.
Os corpos foram encontrados na tarde de terça-feira (30). No local do crime, os peritos constataram o arrombamento de uma gaveta onde eram guardadas semijóias, e os celulares das vítimas foram roubados.
Imagens de câmeras de segurança flagraram a investigada entrando no prédio com uma vestimenta e saindo do local usando roupas de Maria Clotilde.
FONTE: HOJE EM DIA
