Os três senadores que representam Minas Gerais votaram a favor do fim da escala de trabalho 6×1, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (14). Cleitinho (Republicanos), Carlos Viana e Renzo Braz apoiaram, nos dois turnos, a proposta que garante dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial, e diminui a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno. O único senador a votar contra foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Com a aprovação, o texto segue para promulgação.
A mudança prevê até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva. Parte das novas regras será implementada de forma progressiva.
Como votaram os senadores de Minas Gerais?
Os três representantes mineiros votaram a favor do fim da escala 6×1 nos dois turnos da votação no Senado. Confira:
- Cleitinho (Republicanos-MG): votou sim no primeiro e no segundo turno.
- Carlos Viana (PSD-MG): votou sim no primeiro e no segundo turno.
- Renzo Braz (PP-MG): votou sim no primeiro e no segundo turno.
Durante a discussão da proposta, Cleitinho defendeu a aprovação e afirmou que a redução da jornada não deveria ser tratada como uma disputa entre campos políticos. “Essa luta, gente, não é de esquerda nem da direita, não; essa luta é do trabalhador. Vamos votar, vamos fazer o que nós temos que fazer aqui, que é trabalhar, é votar”, declarou o senador.
O parlamentar também homenageou o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), primeiro signatário da proposta, que acompanhou a votação no plenário do Senado.
Flávio Bolsonaro votou de forma remota
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026, também votou a favor da PEC nas duas votações. A participação do parlamentar ocorreu de forma remota.
O posicionamento favorável foi acompanhado por senadores de diferentes partidos, tanto da base governista quanto da oposição. Apesar do apoio à redução da jornada, alguns parlamentares defenderam ajustes futuros na legislação, principalmente em relação aos impactos sobre empresas e empregos.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que a mudança terá efeitos positivos para os trabalhadores, mas pediu atenção às condições do setor produtivo. “Para que todos esses direitos valham, é preciso que tenha emprego. É preciso que o país produza, que gere riqueza, que distribua a riqueza entre a sociedade”, declarou.
Apenas um senador votou contra
Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único parlamentar a registrar voto contrário à PEC, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Ele não se manifestou durante a sessão, cuja votação ocorreu após mais de cinco horas de discussão.
O texto havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. Para acelerar a conclusão, os senadores aprovaram um calendário especial que dispensou as três sessões de discussão previstas para o segundo turno.
A sessão também foi marcada pela participação do senador Paulo Paim (PT-RS), que defende há décadas a redução da jornada de trabalho. O parlamentar comemorou a aprovação e recebeu homenagens dos colegas.
Com a conclusão da votação no Senado, a PEC segue para promulgação, etapa que formaliza a alteração da Constituição. A implementação das mudanças observará as regras de transição previstas no texto.
No 1º turno:
- Dos 78 senadores presentes, 75 votaram a favor e 1 contra. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não vota.
- O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
- Sergio Moro (PL-PR) declarou presença, mas não votou.
- Ciro Nogueira (Progressistas-PI), Márcio Bittar (PL-AC) e Rogério Marinho (PL-RN) estavam ausentes.
No 2º turno:
- O resultado foi o mesmo, com 75 votos a favor e 1 contra, de Mourão. Houve 79 senadores presentes.
- Moro declarou presença, mas também não votou.
- Ciro Nogueira, ausente no 1º turno, votou “sim”.
- Dr. Hiran (Progressistas-RR), que votou “sim” no 1º turno, não votou no 2º.
FONTE: HOJE EM DIA
